Bem-vindo a Mairiporã

Mairiporã tem suas origens no Período Colonial do Brasil, tanto que as datas exatas da fundação do antigo povoado de Juqueri e de sua elevação à categoria de freguesia são desconhecidas. Sabe-se que, no entanto, o povoamento teve início no século XVII depois que a Coroa Portuguesa destinou as primeiras cartas de doação de sesmaria na região do Rio Juqueri.

A povoação das terras além da serra ao norte de São Paulo de Piratininga começou por volta de 1600, após os primeiros colonos terem vencido o principal obstáculo que dificultava a penetração para o interior: a travessia da Serra do Ajuhá (lugar de espinhos, na língua tupi), hoje chamada Serra da Cantareira.

No final do Séc. XVI e início do Séc. XVII era marcante a presença dos padres jesuítas, que tinham a missão de catequizar os indígenas do litoral e do Planalto Paulista, e dos bandeirantes, que exploravam o sertão em busca de ouro, pedras preciosas e índios para escravizar.

Nesses tempos difíceis, o bandeirismo paulista e a presença da Igreja Católica representada pela Companhia de Jesus foram fatores fundamentais para o surgimento de diversos povoados na região Sudeste (e posteriormente nas regiões Sul e Centro-Oeste), os quais mais tarde transformaram-se em prósperas cidades brasileiras.

Portanto, no início de sua evolução histórica, Mairiporã - originariamente Juqueri - formou-se à maneira de outros núcleos de povoamento ao redor de São Paulo de Piratininga, servindo como ponto de apoio às rotas de ligação da vila paulistana com o sertão.

Até o ano de 1948, a cidade chamava-se Juqueri, por causa do rio de mesmo nome que corta o município. Juqueri é um vocábulo de origem indígena para nomear uma planta rasteira, espinhosa, que parece "dormir" quando a tocamos. Por isso, popularmente, recebeu o nome de maria-dorminhoca. Dessa planta os índios extraíam uma espécie de sal que servia para temperar a comida e preparar ungüentos que curavam feridas.

Para dar fim à confusão que se fazia entre a antiga denominação da cidade e o Hospital de Alienados Mentais de Juqueri, em Franco da Rocha, foi escolhido outro nome para o Município e, a partir de 1º de janeiro de 1949, a cidade ganhou o novo nome de Mairiporã.

O novo vocábulo também é de origem indígena: mairi significa cidade e porã significa bonita. Mairi origina-se de Mair, antiga divindade de cabelos loiros, cultuada pelos indígenas. Quando os franceses estiveram no Brasil nos séculos XVI e XVII, os índios davam o nome de mairi aos agrupamentos desses homens de pele pálida, por isso era chamada "cidade dos mairis".

Vale ressaltar que a utilização da expressão Aldeia Pitoresca para traduzir o atual nome da cidade é incorreta. A palavra pitoresca é de origem italiana, que por sua vez se origina do latim pictoris, que quer dizer pinturesca, ou seja, uma paisagem que pode ser pintada. Já a palavra "aldeia" é de origem árabe.

O município de Juqueri foi criado pela Lei Provincial nº 67, de 27 de março de 1889. Até essa data, por um período de nove anos, foi distrito do município de Guarulhos, que havia conquistado sua emancipação em 24 de março de 1880. Juqueri tinha sido, de 1874 a 1880, distrito especial do Município de São Paulo, junto com a Santa Ifigênia, Itapecerica da Serra e Santana de Parnaíba.

Linda e, para nós, muito especial, o município de Mairiporã foi ícone nos tempos passados de sua história, abrigando a importante produtora Multifilmes, que marcou o Cinema Nacional. Localizada ao norte da Região Metropolitana e no início da Rodovia Fernão Dias a apenas 30 km da capital paulista, Mairiporã apresenta um patrimônio natural que atrai visitantes do mundo inteiro.

Na música, com mais de 40 anos de existência e glórias, a Fanfarra ''Tia Emília'' brilhou em todo país através de suas apresentações tornando-se uma das mais importantes bandas. Considerada Vale da Música entre os anos 70 e 80 eram promovidos diversos Festivais de Música como o FEMUMA e ainda aconteciam os encontros sonoros na Casa da Banda.

Seu clima tropical de altitude proporciona temperaturas amenas o ano todo, além disso o relevo serrano, suas bacias hidrográficas e suas reservas ambientais tornam a cidade ideal para o turismo ecológico e rural. Essas são algumas das razões que tornam Mairiporã parte integrante do circuito turístico "Entre Serras e Águas" e da região turística Alto Tietê Cantareira.

Turistas chegam de toda parte e diariamente a Mairiporã ansiosos por conhecer a maior floresta nativa urbana do planeta, a Serra da Cantareira, e caminhar pela exuberante biodiversidade da Mata Atlântica, entre milhares de espécies da fauna e flora brasileira, além de nascentes, cachoeiras e riachos de águas cristalinas que compõem o maior sistema de abastecimento de água do mundo, o Cantareira.

Quem busca tranquilidade, além de ar puro e paisagens inesquecíveis também encontra o Morro do Juquery, o Cruzeiro, a Represa Paiva Castro, a Ponte Santa Inês e o Lago das Sete Quedas, considerados verdadeiros santuários ecológicos.

Quem prefere sombra e água fresca, churrasco e uma boa pesca, pode procurar um pesqueiro, já que há dezenas deles em toda a região.

O esporturismo também é uma excelente opção para aqueles que gostam de praticar esportes de aventura, aéreos, terrestres e náuticos, como o Montanhismo, Mountain Bike Downhill, CrossCountry, Motocross, Hipismo, Trekking, Hiking, Canoagem e outros esportes ligados à natureza.

Há também vários Atrativos Naturais e Populares na cidade como o Pico do Olho D'água, A Igreja Matriz de Nossa Senhora do Destêrro, as Sete Quedas, A Serra da Cantareira, o Rio Juquery, Represa Paiva Castro, o Complexo Velhão, a Pedreira do Dib e o Parque Linear. Trilhas, Cachoeiras e Parques. Museu.

A cidade também dispõe de um amplo roteiro gastronômico, onde podem ser apreciados pratos típicos da cozinha caipira, italiana, portuguesa, árabe, japonesa e pizzarias napolitanas cujas instalações esbanjam aconchego.

Espaços como o requintado Eco Resort Refúgio Cheiro de Mato, localizado à margem da Represa Paiva Castro e o SPA Unique Garden, que estão entre os melhores do mundo, destacam-se entre outras dezenas de hotéis, pousadas e acampamentos oferecidos na cidade, além de sítios, chácaras e clubes próprios para os finais de semana, lazer, recreio e eventos.

Casa do Turista e Artesão

Avenida Tabelião Passarella
Centro
 

Centro Cultural

Rua XV de Novembro
Centro


Pump Track

Parque Linear

Avenida Leonor de Oliveira
Centro 

Fundação

27/março/1889

Gentílico

Mairiporanense

Lema

SVB LEGE LIBERTAS

''LIBERDADE SOB A LEI''

UF

SÃO PAULO

Localização

23° 19' 08'' S 46° 35' 13''

População

92.323 (IGBE/2015)

Área

320,697km² (IBGE)

Acessos

BR-381' Rodovia Fernão Dias

SP-023 ' Rod. Pref. Luiz Salomão Chamma

SP-08 ' Rod. Arão Sahn

Limites

ATIBAIA

BOM JESUS DOS PERDÕES

NAZARÉ PAULISTA

GUARULHOS

SÃO PAULO

CAIEIRAS

FRANCO DA ROCHA

FRANCISCO MORATO

Clima

TROPICAL DE ALTITUDE

Média 18,4° C (Serra da Cantareira)

20,7°C (Vales)

Geografia

Altitudes entre 746m e 1310m

Hidrografia

Sub-bacia do Rio Juqueri - 246km²

Sub-bacia do Rio Jundiaizinho - 43km²

Sub-bacia do Ribeirão do Itaim - 18km²

Represa Eng° Paulo de Paiva Castro

Fuso

UTC-3